BITTENCOURT,
Renato Nunes. Consumismo como fuga
simbólica do real. Cadernos Zygmunt Bauman, v. 1 n.1, p. 34-67, 2011.
Informações
sobre o autor
Renato Nunes Bittencourt é doutor em Filosofia pelo
PPGF-UFRJ, professor do curso de Comunicação Social da faculdade CCAA, da
faculdade Flama e do Departamento de Filosofia do Colégio Pedro II. Também é
membro do grupo de pesquisa Spinoza & Nietzsche. (Portal Ciência &
Vida, 2013).
E as suas
especialidades são: “Filosofia
Grega Antiga, Espinosa, Schopenhauer, Nietzsche, Marx, teoria psicanalítica e
temas relacionados a teoria da comunicação e crítica da cultura contemporânea
através de Zygmunt Bauman, Gilles Lipovetsky, Ortega Y Gasset, Michel Foucault,
Pierre Lévy, Manuel Castells, dentre outros.” (CNPq, 2013).
Discussão
crítica do texto
O autor começa abordando dois conceitos para que
durante a leitura não haja alguma interpretação errônea por parte do leitor, o
primeiro é a definição de Consumo que segundo Bittencourt (2011) este ato o de
consumir já faz parte do ser humano e nada mais é do que a busca por recursos
materiais ou simbólicos que contribua para a manutenção de sua existência. A
outra definição é a do consumismo que de acordo com Bittencourt (2011) seria
quando o homem passa a consumir incontrolavelmente não apenas para a manutenção
da sua vida, mas sim impulsionado por desejos que são gerados pelo sistema
social estabelecido.
Então o autor vai abordar durante o texto as
principais ideias de uma forma bem retilínea, porém se tornando algumas vezes
um pouco repetitivo, porém isso decorre dele querer deixar o texto de uma forma
bem explicativa e sem dúvidas. O autor escreve o texto com um pensamento
ideológico marxista, eu concordo com a maioria das coisas que ele escreveu, e
não posso negar que o texto é muito cativante e logo te faz pensar que devemos
lutar contra o consumismo, porém acredito que é muito difícil seguir os
parâmetros criticados pelo autor neste nível que a nossa sociedade se encontra,
pois a nossa liberdade como é dito no texto é privada pela moda, mídia,
publicidade e empresas produtoras de diversos produtos, por mais que você tente
fugir é praticamente impossível escapar, a única maneira seria deixar de
consumir e isso em uma sociedade capitalista é acredito eu inviável, por mais
que você tente, o que pode ser feito é conscientizar as pessoas para que elas
percam essa “insegurança” de que consumir é felicidade e diminua esse
consumismo como é exposto no texto, ou seja, consumir para a manutenção da
vida. Porém fazendo isto está pessoa será “excluída” da sociedade por ser
diferente da demais massa consumidora e terá que ser muito persistente para
sobreviver.
Seguindo o
pensamento do autor ele vai começar abordando sobre o consumismo e a alienação
existencial e vai trazer a ideia de que: “consumo, logo existo” como ele diz
será que o homem consome para viver ou vive para consumir. Mais pra frente em
relação a alienação ele vai trazer a ideia de que o homem é alienado pelas campanhas
publicitarias e a midiáticas e isso vai faze-lo assimilar a falsa ideia de que
o novo é sempre bom, criando um mundo com valores materialistas, e um homem
como o autor define metaforicamente Homo Consumens. E a sociedade assimila uma
falsa condição existencial através da publicidade de que somente quem consome é
feliz e se sinta especial diante dos demais. Mais adiante a “sociedade do
consumo” como é descrita pelo autor não se trata de todos terem acesso aos bens
materiais e sim na crença de que o valor da vida quanto o das pessoas se mede
de acordo com a sua capacidade de consumir. E quem vai imprimir essas ideias em
nossas mentes nada mais são do que as empresas midiáticas que vão manipular
nossos medos e inseguranças para nos fazer pensar que não somos bons e que se
não consumirmos determinado produto estaremos deslocados da sociedade ou
perdendo algo. Torna-se tecnicamente impossível pensar em liberdade de escolha,
a escolha vai ser controlada pela moda, que vai ditar a marca “x” e a marca
“y”, porque a marca vai representar tudo nessa sociedade consumista e as
pessoas compram a marca mais cara não porque tem mais valor de uso do que a
barata, mas sim porque representa exclusividade e status, através de uma
etiqueta.
E assim estes cidadãos sempre estão se esforçando
para consumir e se parecerem com as celebridades que são e representam a moda, que
vão proporcionar segurança e estabilidade nesse mundo dinâmico e mutável, e
consequentemente fazendo isso é garantido a eles a felicidade plena por estarem
inseridos nessa massa de pessoas alienadas todas iguais e com os mesmos gostos
e padrões de comportamento, que terão que se guiar e serem obedientes a moda. E
o autor fecha a ideia de que os shopping centers são o “não-lugar” onde as
pessoas só vão se relacionar por meio de objetos de consumo e este não-lugar
seria uma forma de segregar os “outros”, a grande horda de marginais sociais
que não tem condições de consumir.
Referências
CNPq. Curriculum Lates. Disponível em:
.
Acesso em: 28 Fev. 2013.
Portal Ciência e Vida. Pós-modernidade.
Dinheiro: o dublê da virtude. Disponível em:.
Acesso em: 28 Fev. 2013.
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