quinta-feira, 14 de março de 2013

Resenha - O Ofício, a oficina e a profissão: reflexões sobre o lugar social do professor


Rheider Abe Marçal

Resenha

SOUSA NETO, M. F. . O Ofício, a oficina e a profissão: reflexões sobre o lugar social do professor. Cadernos do CEDES (UNICAMP), Campinas, SP, p. 249-259, 2005.

           
            Informações sobre o autor

Possui graduação em Licenciatura em Geografia pela Universidade Federal do Ceará (1992), graduação em Bacharelado em Geografia pela Universidade Federal do Ceará (1993), mestrado em Geografia (Geografia Humana) pela Universidade de São Paulo (1997) e doutorado em Geografia (Geografia Humana) pela Universidade de São Paulo (2004). Atualmente é professor doutor do Departamento de Geografia da Universidade de São Paulo. Tem experiência na área de Geografia, com ênfase em História do Pensamento Geográfico, atuando principalmente nos seguintes temas: geografia, educação, políticas públicas, história da geografia e geografia política. (Em:. Acesso em: 12 março 2013.)

Discussão crítica do texto

O autor divide o texto em seis partes, primeiro ele começa falando sobre o que viria ser um oficio, e como isso se interage com as pessoas e o espaço ao seu redor, dizendo que a oficina seria um templo onde seriam realizados os rituais de um dado ofício, e essa realização de dado oficio cria uma identidade entre os indivíduos participantes e os objetos envolvidos, as ferramentas que estes manuseiam e os processos com os quais interagem. E também cria uma identidade entre os indivíduos que realizam o mesmo ritual, ou seja, que realizam o mesmo ofício e se situam no ambiente da mesma oficina.
Em um segundo momento o autor ressalta a diversidade de ofícios e como eles tem influência e um papel na sociedade, porque precisamos nos comunicar, comer e sorrir. E está ligação da sociedade e que cada ofício complementa a necessidade de outro individuo, e que ao desempenhar um dado oficio em uma determinada sociedade, o individuo adquire uma determinada identidade. Toda profissão necessita de um lugar para realizar-se e esse lugar é a oficina, e que ao decorrer dos séculos se modifica cotidianamente.
Na terceira parte do texto o autor começa dizendo que para um determinado oficio existir ele precisa de um lugar que lhes identifique, entretanto para que esses lugares existam e essa profissão possa ser reconhecida como necessárias, elas devem ter um lugar social. Em outras palavras a sociedade precisa reconhecer este ofício, o considerar importante, reconhecer nele um valor, e fazer dele algo necessário.
No quarto ponto do texto o autor ressalta a importância do ofício professor para a sociedade, e a importância da escola que é nossa oficina de trabalho, que é através desse oficio e oficina que ajudou a formar toda a sociedade que está viva, desde o faxineiro ao astronauta, todos passaram pela escola e pelo professor. Assim sendo os profissionais da educação tem uma grande influência sobre o destino que a nossa sociedade tomou e toma.
O quinto tópico do texto trata sobre a insatisfação gerada ou proporcionada segundo ele em relação aos baixos salários dos professores o que segundo o autor acarretaria com que ele desempenha-se o seu papel como profissional de uma forma descomprometida com a formação de seus alunos, pois, os salários baixos indicariam que a sociedade não dá valor à profissão, ou seja, é algo desqualificado, pois não tem um alto valor agregado na profissão em relação aos salários.
E por fim o autor fecha a ideia falando que ao escolhermos um oficio nos passamos a ser feitos por ele, ou seja, eu passo a ser o professor Fulano, não apenas mais o Fulano, e isto implicará que o seu oficio vai estar contido em uma totalidade de ofícios e dentro de uma sociedade que o julgará e verá através de sua profissão.
Assim sendo você será avaliado de acordo com o seu oficio, e o valor do seu oficio é obtido através da necessidade da sociedade e quanto este oficio lhe pagará, e isto vai refletir proporcionalmente em sua autoestima como profissional, em seu desempenho, e como você será visto dentro de uma sociedade capitalista e consumista que julga as pessoas não por desempenhar bem o seu papel, mas sim pelo valor do seu salário, que indicará o seu poder de consumo. E as pessoas que se deixarem levar para o material não vão viver uma vida de prazer e felicidade, porém aqueles que exercerem o seu oficio com orgulho, por prazer, alegria e felicidade, estes serão os melhores remunerados dentre todos os outros da sociedade, não em forma de bens materiais, mas sim em forma de auto realização.

Referências

CNPq. Currículo Lattes. Disponível em: . Acesso em: 12 Mar 2013.

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