Rheider Abe Marçal
Resenha
SOUSA
NETO, M. F. . O
Ofício, a oficina e a profissão: reflexões sobre o lugar social do professor.
Cadernos do CEDES (UNICAMP), Campinas, SP, p. 249-259, 2005.
Informações
sobre o autor
Possui graduação em Licenciatura em
Geografia pela Universidade Federal do Ceará (1992), graduação em Bacharelado
em Geografia pela Universidade Federal do Ceará (1993), mestrado em Geografia
(Geografia Humana) pela Universidade de São Paulo (1997) e doutorado em
Geografia (Geografia Humana) pela Universidade de São Paulo (2004). Atualmente
é professor doutor do Departamento de Geografia da Universidade de São Paulo.
Tem experiência na área de Geografia, com ênfase em História do Pensamento
Geográfico, atuando principalmente nos seguintes temas: geografia, educação,
políticas públicas, história da geografia e geografia política. (Em:.
Acesso em: 12 março 2013.)
Discussão
crítica do texto
O
autor divide o texto em seis partes, primeiro ele começa falando sobre o que
viria ser um oficio, e como isso se interage com as pessoas e o espaço ao seu
redor, dizendo que a oficina seria um templo onde seriam realizados os rituais
de um dado ofício, e essa realização de dado oficio cria uma identidade entre
os indivíduos participantes e os objetos envolvidos, as ferramentas que estes
manuseiam e os processos com os quais interagem. E também cria uma identidade
entre os indivíduos que realizam o mesmo ritual, ou seja, que realizam o mesmo
ofício e se situam no ambiente da mesma oficina.
Em
um segundo momento o autor ressalta a diversidade de ofícios e como eles tem influência
e um papel na sociedade, porque precisamos nos comunicar, comer e sorrir. E
está ligação da sociedade e que cada ofício complementa a necessidade de outro
individuo, e que ao desempenhar um dado oficio em uma determinada sociedade, o
individuo adquire uma determinada identidade. Toda profissão necessita de um
lugar para realizar-se e esse lugar é a oficina, e que ao decorrer dos séculos
se modifica cotidianamente.
Na
terceira parte do texto o autor começa dizendo que para um determinado oficio
existir ele precisa de um lugar que lhes identifique, entretanto para que esses
lugares existam e essa profissão possa ser reconhecida como necessárias, elas
devem ter um lugar social. Em outras palavras a sociedade precisa reconhecer este
ofício, o considerar importante, reconhecer nele um valor, e fazer dele algo
necessário.
No
quarto ponto do texto o autor ressalta a importância do ofício professor para a
sociedade, e a importância da escola que é nossa oficina de trabalho, que é através
desse oficio e oficina que ajudou a formar toda a sociedade que está viva,
desde o faxineiro ao astronauta, todos passaram pela escola e pelo professor.
Assim sendo os profissionais da educação tem uma grande influência sobre o
destino que a nossa sociedade tomou e toma.
O
quinto tópico do texto trata sobre a insatisfação gerada ou proporcionada
segundo ele em relação aos baixos salários dos professores o que segundo o
autor acarretaria com que ele desempenha-se o seu papel como profissional de
uma forma descomprometida com a formação de seus alunos, pois, os salários baixos
indicariam que a sociedade não dá valor à profissão, ou seja, é algo
desqualificado, pois não tem um alto valor agregado na profissão em relação aos
salários.
E
por fim o autor fecha a ideia falando que ao escolhermos um oficio nos passamos
a ser feitos por ele, ou seja, eu passo a ser o professor Fulano, não apenas
mais o Fulano, e isto implicará que o seu oficio vai estar contido em uma
totalidade de ofícios e dentro de uma sociedade que o julgará e verá através de
sua profissão.
Assim
sendo você será avaliado de acordo com o seu oficio, e o valor do seu oficio é
obtido através da necessidade da sociedade e quanto este oficio lhe pagará, e
isto vai refletir proporcionalmente em sua autoestima como profissional, em seu
desempenho, e como você será visto dentro de uma sociedade capitalista e
consumista que julga as pessoas não por desempenhar bem o seu papel, mas sim
pelo valor do seu salário, que indicará o seu poder de consumo. E as pessoas
que se deixarem levar para o material não vão viver uma vida de prazer e
felicidade, porém aqueles que exercerem o seu oficio com orgulho, por prazer,
alegria e felicidade, estes serão os melhores remunerados dentre todos os
outros da sociedade, não em forma de bens materiais, mas sim em forma de auto realização.
Referências
CNPq. Currículo Lattes.
Disponível em: .
Acesso em: 12 Mar 2013.
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